11. CULTURA 25.7.12

1. CINEMA - MARIGHELLA EM FAMLIA
2. LIVROS - CONFISSES DE UM ASSASSINO
3. CQC MIRIM
4. EM CARTAZ  CINEMA - PAIXO PELO PERSONAGEM
5. EM CARTAZ  ARTE - MAGIA DAS CORES
6. EM CARTAZ  DVD - A DOENA DOS SENTIMENTOS
7. EM CARTAZ  MSICA - A VOZ DE ALABAMA
8. EM CARTAZ  LIVROS - PERSONAGEM DE SI MESMO
9. EM CARTAZ  AGENDA - LINIERS/GEORGES/MOSTRA
10. ARTES VISUAIS - LEITURA EM ENTRELINHAS

1. CINEMA - MARIGHELLA EM FAMLIA

Dirigido por sua sobrinha, documentrio sobre Carlos Marighella mostra a intimidade do ativista morto em 1969 e o teor revolucionrio de suas ideias
Marcos Diego Nogueira

FACES DISTINTAS - O ativista em um de seus poucos momentos de descontrao com a famlia nos anos 1960 (acima), e quando ainda estava no Partido Comunista, em 1945 (abaixo) 

Um homem  frente de seu tempo, que desde os anos 1930 militava pela liberdade religiosa, em defesa do divrcio e do feminismo. Assim  Carlos Marighella sob a viso de Isa Ferraz, cineasta responsvel pelo documentrio Marighella, com estreia na sexta-feira 10 de agosto. Sobrinha do militante, ela d luz a fatos obscuros da vida desse poeta e guerrilheiro brasileiro de histria ainda pouco conhecida. O que as pessoas sabem  que ele foi um membro da Ao Libertadora Nacional assassinado brutalmente pela ditadura. Mas isso aconteceu entre 1966 e 1969, diz a diretora.  muito pouco para quem militava desde 1932.
 
Isa reuniu 31 entrevistados para contar as histrias que ouviu de familiares sobre o tio que, de tempos em tempos, passava a temporada exilado em sua casa. Procurei escolher pessoas que conviveram de maneira prxima a Marighella, diz a diretora ao explicar os critrios da escolha. Entre esses personagens esto o intelectual Antnio Candido e Clara Sharf, esposa do guerrilheiro por duas dcadas. No filme, a viva conta histrias de todos os tipos, desde as mais polticas e polmicas, envolvendo a luta contra os militares, at as mais amenas e pessoais, que retratam a intimidade e os momentos mais apaixonados do casal.

Para dar movimento a esse ba aberto de informaes preciosas, Isa partiu em busca de imagens e documentos raros. No existe nenhuma filmagem do Marighella vivo. Tentamos com o governo cubano, russo, chins, com autoridades de todos os lugares por onde ele passou. At o Lula pediu pessoalmente uma pesquisa para Ral Castro, conta a diretora. Mesmo sem imagens de vdeo, o documentrio conta com algumas joias raras. Entre elas, documentos secretos da CIA sobre Carlos Marighella e uma entrevista indita dada por ele  Radio Havana em 1967 e encontrada em perfeito estado de conservao. Nela  possvel perceber as nuances do pensamento dele, uma coisa a que raramente temos acesso. A diretora descobriu tambm nomes importantes que contriburam com a ALN e que at hoje permaneciam obscuros, caso do dramaturgo Ruy Guerra, da atriz Norma Bengell e do cantor Caetano Veloso. At o cineasta francs Jean-Luc Goddard mandou dinheiro para a ALN, revela Isa.
 
Lanado previamente na data do centenrio e nascimento de Marighella, em 5 de dezembro de 2011, o longa-metragem ganha as salas de cinema ao mesmo tempo em que se discute a Comisso Nacional da Verdade, criada para investigar as violaes de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988 no Brasil. Apesar de achar o momento oportuno, a diretora diz ter sido uma coincidncia, e alerta quem espera por um filme jornalstico sobre seu tio. Essa  apenas uma das milhares de leituras possveis sobre o personagem, diz.  o meu ponto de vista.  o filme da sobrinha.


2. LIVROS - CONFISSES DE UM ASSASSINO

Em "O Dirio de Jack, o Estripador", a pesquisadora inglesa Shirley Harrison traz  luz o nome do suposto criminoso que aterrorizou Londres no sculo XIX 
Ivan Claudio

Jack, o Estripador, o homem que no final do sculo XIX aterrorizou a regio de Whitechapel, na zona leste de Londres, ao assassinar de maneira brutal cinco prostitutas em circunstncias semelhantes e no espao de apenas quatro meses, se alinha entre os criminosos mais famosos da histria. Sua identidade, contudo, nunca foi conhecida. O pouco que se sabe  que ele era canhoto e versado em anatomia, pelas perfeitas incises que fazia no corpo das vtimas, violentamente mutiladas. Sua figura mitolgica ganha agora novos contornos com o lanamento do livro O Dirio de Jack, o Estripador (Universo dos Livros), da pesquisadora inglesa Shirley Harrison. Trata-se de um dirio de 63 pginas supostamente escrito pelo assassino e encontrado em 1992. Seu interesse, no entanto, no reside nos detalhes dos crimes, mas na possibilidade de revelar quem foi Jack. Entre os 29 suspeitos mais famosos, apareceria no topo da lista James Maybrick, um abastado comerciante de algodo e morador da cidade de Liverpool. 
 
O aparecimento dessas anotaes obrigou a Scotland Yard a levar em conta mais esse detalhe do caso que a polcia metropolitana no solucionou um sculo atrs. Foi arregimentada ento uma legio de especialistas para atestar sua veracidade. O veredicto foi que o dirio  uma falsificao moderna, afirmao apenas intuda, mas nunca provada: a tinta usada para escrever continha substncias comuns ao final do sculo XIX e o tipo de lbum manuscrito era encontrado na poca vitoriana. Aps uma pesquisa de cinco anos, Shirley no desistiu de sua crena na autenticidade do documento.

VERACIDADE - O dirio revelado em 1992 teria sido escrito pelo comerciante de algodo James Maybrick
 
Entre as peas principais desse quebra-cabea, aparecem concluses inquietantes. O dirio confirma, por exemplo, o fato aceito pelos pesquisadores de que a arma usada para matar Elizabeth Stride e Catherine Eddowes, terceira e quarta vtimas (ambas assassinadas no dia 30 de setembro de 1888, no espao de apenas 45 minutos), teria sido uma faca diferente daquela utilizada nos crimes anteriores. Ela seria um modelo arredondado, propriedade de Elizabeth  as prostitutas carregavam armas para se proteger. Anota James Maybrick em seu caderno, numa tentativa de criar versos sobre seus feitos: Sir Jim/lata pequena vazia/cigarreira/rapidamente/minha brilhante faca (...). O fracasso ele vai deixar claro mais adiante,  o de arrancar a cabea da vtima com cortes mais profundos. Imensamente alimentado pela imprensa, que descobriu a veia sensacionalista justamente nessa poca, O Caso Jack despertaria o interesse do escritor Arthur Conan Doyle, criador do detetive Sherlock Holmes. Pelo seu mtodo dedutivo, ele concluiu que o assassino teria relao com os EUA porque a famosa carta que ele enviara  Agncia Central de Notcias, em 25 de setembro, tinha muito americanismo. Esse  outro detalhe que refora a tese de Shirley, pois Maybrick viajava muito a trabalho para a Amrica do Norte e casou-se com uma americana. Foi ela, alis, quem o matara envenenado de arsnico, num desfecho que s aumenta a curiosidade em torno de fatos reais imersos na mais completa fantasia.


3. CQC MIRIM

"Conversa de Gente Grande", com Marcelo Tas, coloca celebridades em maus lenis ao se valer de crianas nas entrevistas
Marcos Diego Nogueira 

REI NA BERLINDA - Pel e seus entrevistadores: msica e descontrao depois de perguntas embaraosas
 
Como nascem os bebs? Quantas namoradas voc j teve na vida? Prefere loira ou morena? Foi assim, bombardeado de questes s vezes constrangedoras, que Pel estreou como convidado o novo programa de Marcelo Tas, que vai ao ar pela Band, aos domingos, s 20 horas. Em Conversa de Gente Grande, apelidado de CGG em homenagem ao outro programa de Tas, o CQC, crianas a partir dos 7 anos esto livres para perguntar sobre o que quiserem a entrevistados ilustres.
 
Se na primeira edio a vtima dos pequenos vidos por respostas foi Pel, os prximos episdios tero na poltrona central a apresentadora Sabrina Sato e o cineasta Z do Caixo. Eles que se preparem: O grau de imprevisibilidade  total, diz Tas, experiente em programas com crianas desde a dcada de 1980 quando encarnava o Professor Tibrcio em R Tim Bum. Hoje ele apresenta tambm o Planto do Tas na emissora a cabo Cartoon Network. A grande diferena  que esses programas tinham tudo roteirizado. Agora eu no tenho controle de nada, tenho de trabalhar com a espontaneidade, diz. O resultado disso  um programa no apenas infantil, mas, sim, para todas as idades, j que espontneas tambm so as reaes dos entrevistados. Pel, por exemplo, teve de dar uma paradinha para responder sobre vulos e espermatozoides.

COMANDO INFANTIL - No ar diariamente a partir das 17h20 na TV Cultura, Cartozinho Verde segue o mesmo mtodo do CGG para falar sobre futebol. O programa comandado pela apresentadora Cristina Mutarelli foge do lugar-comum das mesas-redondas ao expor a opinio sem amarras  mas com contedo  de seus comentaristas crianas.
 
Desenvolvido pelo prprio apresentador em parceria com a produtora Eyeworks, empresa holandesa que possui os direitos da argentina Cuatro Cabezas, o CGG foi comparado ao Agrandadytos, de proposta parecida. Buscamos no mercado programas semelhantes para adquirir os direitos de usar determinados quadros, diz Tas. A seleo das crianas passa por duas etapas: um teste com elas e outro, em separado, com os pais, para conhecermos a todos. Experincia em televiso, nesse caso,  ponto negativo: No somos um show de talentos como o de Raul Gil ou o do Silvio Santos. Procuramos quem tenha um olhar curioso sobre o mundo.  


4. EM CARTAZ  CINEMA - PAIXO PELO PERSONAGEM

Escolher bem os seus papis e se entregar sem medo  complexidade de cada um deles tem sido a marca da brilhante carreira do ator americano Sean Penn. No  diferente em Aqui  o Meu Lugar, dirigido pelo italiano Paolo Sorrentino (em cartaz no Brasil na sexta-feira 27). Penn interpreta Cheyenne, um astro de rock na casa dos 50 anos que vive preso  glria de seu passado musical. Para aplacar a depresso, ele sai em busca de um nazista criminoso de guerra responsvel pela humilhao de seu pai recm-falecido. Fs do rock dos anos 1980 vo identificar imediatamente a inspirao para o seu visual andrgino e gtico: o cantor Robert Smith, lder e vocalista do grupo ingls The Cure.
  
 
+ 5 FILMES DE SEAN PENN
MILK  A VOZ DA IGUALDADE (FOTO)
 Harvey Milk  o primeiro gay assumido a alcanar um importante cargo pblico nos EUA
 
21 GRAMAS
 Trs pessoas tm seus destinos cruzados aps um acidente automobilstico
 
OS LTIMOS PASSOS DE UM HOMEM
 Um homem no corredor da morte cria laos de cumplicidade com uma freira que vai visit-lo
 
NO SOMOS ANJOS
 Prisioneiros fogem da cadeia vestidos de padre e so confundidos com celebridades do clero
 
SOBRE MENINOS E LOBOS
 Quando a filha de um homem  encontrada morta, ele se une a dois amigos para resolver o crime e outros assuntos do passado


5. EM CARTAZ  ARTE - MAGIA DAS CORES

Desde j candidata a uma das melhores exposies do ano, a retrospectiva Carlos Cruz-Diez: Cor no Espao e no Tempo, em cartaz na Pinacoteca do Estado, em So Paulo, mostra o original percurso do artista venezuelano. A princpio ligado ao figurativismo, ele vai aos poucos se libertando das amarras da representao e investigando em suas obras o fenmeno fsico da cor, cuja percepo depende das condies ambientais e do prprio olhar do espectador. A evoluo da pintura aos ambientes cromticos est representada em 150 obras, agrupadas em srie como Fisiocromias, Cor Aditiva e Induo Cromtica. Apesar dos nomes quase cientficos, o efeito ilusrio e mgico das obras conquista pelo aspecto puramente sensorial.


6. EM CARTAZ  DVD - A DOENA DOS SENTIMENTOS
Quando foi lanado no Festival de Cannes, nos anos 1960, o filme A Aventura, do cineasta italiano Michelangelo Antonioni, foi vaiado por mostrar cenas desprovidas de qualquer ao. Mas foi justamente pelo uso do chamado tempo morto que esse clssico inaugurou a vertente existencialista do cinema moderno. Depois de A Aventura, Antonioni realizou A Noite (com Marcello Mastroianni e Monica Vitti) e O Eclipse, ttulos que compem a chamada trilogia da incomunicabilidade, lanada agora em conjunto com a cpia restaurada do segundo filme. So trs pontos altos de sua carreira, em que o diretor trata do que nomeou a doena dos sentimentos: a incapacidade de as pessoas manterem slidos vnculos afetivos.


7. EM CARTAZ  MSICA - A VOZ DE ALABAMA
Vem de Athens, uma cidadezinha de 20 mil habitantes do Estado do Alabama, nos EUA, a banda de rock mais festejada do ano: Alabama Shakes, que estria em disco com Boys & Girls. Liderado pela guitarrista e cantora Brittany Howard, 23 anos, cuja poderosa voz se situa entre os registros privilegiados de Robert Plant e Janis Joplin, o quarteto alimenta-se das razes do blues, do soul, do gospel e do rock setentista com resultados arrepiantes. A melhor prova  Heartbreaker, cano dor de cotovelo  altura dos lamentos das grandes soul women. No imaginei que chegasse aos 22 anos, canta Brittany no gospel Hold On. Aos 23 anos, ela promete uma vida longa no topo das paradas.


8. EM CARTAZ  LIVROS - PERSONAGEM DE SI MESMO
Mesmo quando o assunto  ele prprio, o escritor catarinense Cristovo Tezza no foge de sua paixo pelo romance. Na autobiografia O Esprito da Prosa (Record), a narrativa inicia-se pelos dias de hoje e deriva para o passado, em busca das fagulhas que despertaram o amor  e o talento  do autor para a escrita. Como um escritor no vive sem personagens, ele tambm traa um panorama de sua gerao durante os anos 1960 e 1970, passados em Curitiba, para onde se mudou ainda criana.


9. EM CARTAZ  AGENDA - LINIERS/GEORGES/MOSTRA

Conhea os destaques da semana
por Ivan Claudio

LINIERS
 (Caixa Cultural, Rio de Janeiro, at 9/9) 
O artista apresenta 650 pinturas, ilustraes e tiras de quadrinhos na exposio Macanudismo
 
GEORGES MLIS 
(MIS, So Paulo, at 16/9) 
Objetos, cartazes, desenhos, figurinos, fotografias e documentos relacionados ao cineasta francs, precursor dos efeitos especiais no cinema
 
MOSTRA SESC DE ARTES
 (So Paulo, at 29/7) 
Entre suas 70 atraes esto o ensemble de Glenn Branca e a artista polonesa gata Olek, que usa o croch para cobrir objetos e pessoas


10. ARTES VISUAIS - LEITURA EM ENTRELINHAS

ARTE POSTAL - Fotos do metr de Nova York sero enviadas pelo correio por Moyra Davey
 
Boa parte dos trabalhos que a artista canadense Moyra Davey apresentar na Trigsima Bienal chegar pelo correio. Cada uma das 50 fotografias das sries 157 (Men) e 157 (Women) ser dobrada em forma de envelope, postada e enviada para o endereo: Fundao da Bienal de So Paulo. So fotografias tiradas na estao de metr da rua 157, em Nova York, onde a artista vive h 12 anos. Moyra define o trabalho como uma atualizao da arte postal, gnero que surgiu nos anos 1960 como forma de troca, comunicao e circulao artstica alheia ao mercado e s instituies de arte. Hoje, porm, a arte postal no  a anttese do sistema e o trabalho de Moyra  endereado diretamente s instituies.

Antes da Bienal de So Paulo, Moyra realizou sries semelhantes para o Museu de Arte Moderna de Nova York (com imagens da biblioteca do MoMA e de um caf), exposta na mostra New Photography 2011, at janeiro de 2012; e para a Bienal do Whitney de 2012, onde exps imagens de cartas de amor escritas em 1796 e de um dirio de uma jovem escritora. A artista usa o meio fotogrfico h 30 anos  alm do vdeo e do texto , mas a fotografia postal comeou h cinco anos, quando dobrou fotografias e enviou para amigos, pedindo que mandassem de volta. Depois, exps as fotos com os vestgios das viagens de ida e de volta. Estou interessada nessa fotografia que no  apresentada como algo precioso. Para mim, mandar uma fotografia pelo correio  fazer com que ela volte a ser um pedao de papel, diz ela.

Se em Moyra Davey, a fotografia almeja ser um papel de carta, suporte para declaraes, confidncias e outros textos, na obra da alem Viola Yesilta o papel  a mdia predominante  a liga que une todos os trabalhos de sua potica. Na Bienal, Viola vai expor nove fotografias, sete desenhos e uma escultura  todos realizados sobre papel. Meu trabalho  formado por vrias mdias, que se encontram no espao expositivo e discutem entre si, diz Viola. Meu intuito  chegar ao ponto em que voc no consegue identificar se o trabalho  uma foto, uma escultura, um desenho ou uma performance, afirma ela. 

Esse aspecto de debate, conferncia ou simpsio que se d entre os trabalhos de Viola  reforado pela performance, realizada pela artista sempre ao vivo, durante a exposio, no meio dos trabalhos expostos. Viola estudou fotografia e performance em Londres. Ao se transferir para Nova York, trouxe essa espcie de fotografia performtica, que no se contm em si mesma e quer sempre se disfarar de outras mdias e interpretar novas personagens.
 

DEBATE ENTRE OBRAS
 Viola Yesilta expe desenhos, esculturas e fotografias que se relacionam
 no espao como se participassem de um debate ou de uma pea de teatro
 
Durante a performance a ser realizada em So Paulo, Viola ler um texto em que aparecem personagens realizando leituras crticas sobre o seu trabalho. Aqui, mais uma vez, seu suporte ser o papel, em que estaro escritas as aes de suas obras-personagens. 

Alm de ambas serem estrangeiras vivendo em Nova York e de destinarem um papel protagonista aos diversos usos do papel, Moyra Davey e Viola Yesilta compartilham ainda o interesse em registrar o cotidiano e trabalhar com os elementos de seu contexto imediato. Moyra trata a fotografia como forma de mapeamento dos territrios em que vive. No caso de Viola, os objetos do cotidiano so apropriados, modificados e ajustados aos seus roteiros subjetivos.
